O Gás R410A Friven em lata de 800g é um fluido refrigerante do grupo HFC (hidrofluorcarbono), composto pela mistura de Difluorometano (R-32) e Pentafluoroetano (R-125) em proporções iguais de 50/50. Sua função principal é operar como agente de transferência de calor dentro do ciclo de refrigeração: absorve o calor do ambiente interno (evaporação) e o libera para o ambiente externo (condensação), permitindo que o sistema de ar-condicionado ou refrigeração mantenha a temperatura desejada com alta eficiência energética.
A apresentação em lata de 800g com válvula integrada foi desenvolvida para atender manutenções pontuais, recargas individuais e complementações de carga realizadas por técnicos em campo. É o formato ideal quando o serviço exige praticidade, controle da quantidade aplicada e descarte seguro da embalagem após o uso.
Por não conter cloro em sua composição, o R-410A possui Potencial de Destruição da Camada de Ozônio (ODP) igual a zero, sendo considerado ambientalmente mais seguro que os refrigerantes de geração anterior baseados em HCFC, como o R-22. Sua operação em alta pressão garante maior capacidade de troca térmica e compressores de menor deslocamento volumétrico, resultando em equipamentos mais eficientes e compactos.
O Gás R410A é indicado exclusivamente para equipamentos novos que foram projetados e fabricados para operar com esse fluido refrigerante. Não é compatível com sistemas desenvolvidos para R-22 ou outros refrigerantes de gerações anteriores, pois opera com pressões significativamente superiores e requer lubrificação com óleo POE (Polyol Éster). A seguir, as principais aplicações:
| Fabricante: | Friven |
| Código do Fabricante: | 20003.0100.75 |
| Conteúdo líquido da lata: | 800 g |
| Concentração/ Nome Químico: | 0% de Pentafluoretano (HFC-125) e 50% de Difluorometano (HFC-32); |
| CAS: | 354-33-6 (HFC-125) e 75-10-5 (HFC-32 |
| Grau de pureza: | 99,9% |
| Classe/subclasse: | 2.2 (não inflamável) |
| ONU: | 3163 |
| Aspecto: | Gás liquefeito incolor |
| Peso Total (kg): | 1,29 kg |
- Mistura HFC quase azeotrópica de alta performance: O R-410A é formulado com duas substâncias — R-32 e R-125 — em proporção 50/50, resultando em uma mistura com comportamento termodinâmico muito próximo de uma substância pura. O deslizamento de temperatura (glide) inferior a 0,2 °C permite maior precisão no controle do ciclo de refrigeração, com evaporação e condensação mais estáveis e eficientes. Essa estabilidade térmica e química favorece a longevidade dos componentes do sistema.
- Alta pressão de operação com maior densidade volumétrica: Com pressão de operação 50% a 60% superior à do R-22, o R-410A permite o uso de compressores menores e tubulações com diâmetros reduzidos, sem comprometer — e na maioria dos casos ampliando — a capacidade de refrigeração do sistema. Equipamentos projetados para R-410A podem ter capacidade de refrigeração até 60% maior em comparação a sistemas equivalentes a R-22.
- ODP zero — sem impacto na camada de ozônio: Por não conter átomos de cloro na sua fórmula molecular, o R-410A não contribui para a degradação da camada de ozônio, sendo classificado com ODP igual a zero. Isso o diferencia dos refrigerantes HCFC de gerações anteriores (como R-22 e R-12) e o mantém em conformidade com as diretrizes do Protocolo de Montreal.
- Apresentação em lata compacta com válvula integrada e dispositivo de segurança: A embalagem de 800g com válvula inclusa foi desenvolvida para aplicações em campo: facilita o controle da quantidade carregada, elimina a necessidade de adaptadores adicionais para conexão básica e conta com mecanismo de alívio de pressão ativado por temperatura, reduzindo o risco em situações de exposição ao calor elevado durante armazenamento ou transporte.
- Manutenção rápida com quantidade certa para serviços pontuais A lata de 800g é a quantidade ideal para recargas individuais e complementações em splits residenciais e comerciais de até médio porte, evitando o desperdício de gás e a necessidade de manusear cilindros de maior volume (como os de 11,3 kg) em serviços domésticos ou de pequena escala. O técnico aplica a quantidade necessária, fecha a válvula e encerra o serviço com mais agilidade.
- Alta eficiência energética para equipamentos modernos Sistemas operando com R-410A e projetados para esse fluido apresentam coeficientes de performance (COP) superiores em comparação aos sistemas anteriores a R-22. Isso resulta em menor consumo elétrico por unidade de refrigeração produzida, benefício direto para o usuário final e argumento técnico de venda para o instalador e o consultor de manutenção.
- Embalagem prática para armazenamento e transporte em campo O corpo reforçado da lata e o dispositivo de segurança por temperatura conferem estabilidade no transporte em veículos de serviço. O formato compacto permite que o técnico carregue múltiplas unidades no kit de manutenção sem comprometer espaço ou gerar riscos adicionais, desde que respeitadas as normas de transporte de gases comprimidos.
- Sempre carregue em fase líquida: O R-410A é uma mistura quase azeotrópica, mas a carga deve ser feita com a lata invertida (de cabeça para baixo) para garantir que o fluido entre no sistema em estado líquido. Carregar em fase gasosa pode alterar a proporção dos componentes da mistura e comprometer a performance e a segurança do sistema.
- Utilize equipamentos específicos para alta pressão: Manifolds, mangueiras e medidores convencionais (desenvolvidos para R-22 ou R-134A) não são adequados para o R-410A, que opera em pressões muito superiores. Utilize sempre ferramentas homologadas para R-410A (identificadas geralmente com encaixes e escalas específicas para esse fluido) e preferencialmente balança eletrônica de carga para controle preciso da quantidade aplicada.
- Verifique a carga nominal especificada pelo fabricante do equipamento: A quantidade de gás a ser carregada varia conforme modelo, capacidade e comprimento da tubulação. Excesso ou falta de carga comprometem a eficiência e podem causar danos ao compressor. Consulte sempre a plaqueta do equipamento ou o manual técnico para determinar a carga exata. Em caso de extensão de tubulação além do padrão de fábrica, siga as tabelas de correção do fabricante (geralmente +20g por metro adicional).
IMPORTANTE: A manipulação de sistemas de refrigeração e gases refrigerantes deve ser realizada por profissionais tecnicamente habilitados. Recomendamos que apenas técnicos certificados realizem instalação, manutenção e recarga de sistemas.
1. O gás R410A pode substituir o R-22 em equipamentos antigos (retrofit)?
Não. O R-410A não é um substituto drop-in para o R-22. Equipamentos desenvolvidos para R-22 operam em pressões significativamente menores e utilizam óleo mineral como lubrificante. O R-410A opera a pressões 50%–60% mais altas e requer óleo POE. A substituição direta danifica compressores, vedações e conexões. Use o R-410A somente em equipamentos originalmente projetados para esse fluido refrigerante.
2. Por que a carga do gás R410A deve ser feita com a lata invertida?
O R-410A é composto por dois gases (R-32 e R-125) em mistura quase azeotrópica. Ao carregar em fase gasosa (lata na posição normal), há risco de fracionar a mistura, alterando as proporções dos componentes no sistema. Com a lata invertida, o fluido é liberado em fase líquida, preservando a composição original da mistura e garantindo o desempenho correto do equipamento.
3. Qual óleo lubrificante é compatível com o gás R410A?
O R-410A é compatível exclusivamente com óleo POE (Polyol Éster). O uso de óleo mineral ou alquilbenzeno em sistemas R-410A pode causar problemas de lubrificação no compressor, formação de lama e falha prematura. Ao realizar manutenção em equipamentos R-410A, sempre confirme o tipo de óleo especificado pelo fabricante do compressor e do equipamento.
4. Preciso de ferramentas especiais para trabalhar com gás R410A?
Sim. O R-410A opera em pressões muito superiores ao R-22, o que exige o uso de manifolds, mangueiras e manômetros específicos para R-410A, calibrados para altas pressões. Ferramentas de serviço convencionais não têm escala adequada e podem representar risco de segurança. Recomenda-se também o uso de balança eletrônica de carga refrigerante para controle preciso da quantidade aplicada.
5. A lata de 800g é suficiente para carregar um ar-condicionado split de 12.000 BTUs?
Depende da carga nominal do equipamento e do comprimento da instalação. Um split de 12.000 BTU pode ter carga nominal entre 700g e 1.000g, conforme o fabricante. Em casos de recarga total (após vazamento completo com evacuação do sistema), a lata de 800g pode ser suficiente ou exigir complementação. Para complementações parciais ou extensões pequenas de tubulação, a quantidade costuma ser adequada. Consulte sempre a plaqueta de dados do equipamento para a informação exata.
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